Monday, December 3, 2007

Objectivo falhado

Este fim-de-semana, o estádio da Luz viveu grandes emoções, mas, ao contrário do que queriam quase 65 mil pessoas, o Benfica foi derrotado pelo Porto. Eu estava lá, no terceiro anel, a roer as unhas e a gritar... Não serviu de nada a minha irritação. Aquela não era uma noite do Benfica nem à Benfica. Saia tudo mal: a defesa estava baralhada, o nosso meio-campo zonzo, os nossos extremos instáveis e o Nuno Gomes, sozinho na frente, apesar de combativo, era uma presa fácil.
É verdade que o Benfica começou bem com um remate logo aos dois minutos, mas, depois disso, foi um 'ai, jesus'. As alas do Benfica estiveram sempre demasiado expostas ao ataque portista. O golo visitante não aconteceu nem na primeira, nem na segunda, nem na terceira oportunidade, mas à quarta era inevitável. Quaresma deixou David Luiz para trás e fez o único golo da partida. Que desalento...
Depois da exibição contra o Milan, eu e todos os outros benfiquistas esperavámos mais. Muito mais! A equipa pareceu adormecida e medrosa. Se o objectivo primordial era não deixar o Porto fugir, foi completamente falhado. Voltámos à estaca zero... e 7 pontos começam a ser demasiados, se queremos chegar ao título.
Este jogo já passou, há que esquecê-lo, aprendendo com os erros. Na Ucrânia, terça-feira, o Benfica tem de mostrar o seu valor e garantir a UEFA. Só a vitória interessa e por isso não peço menos que UM BENFICA À BENFICA!

Friday, November 23, 2007

Benfica vs árbitro


Algumas vozes continuam a dizer que nunca houve sistema, que o apito dourado é invenção de uma certa "senhora", mas a verdade é que continuam a existir coincidências muitos estranhas no futebol português. Depois de um Benfica - Boavista arbitrado por um árbitro do Porto, eis que a nomeação dos árbitros para esta jornada ainda me consegue surpreender. Bem sei que já devia estar alertada, mas julgava que, pelo menos, as pessoas fariam as coisas de forma mais discreta. Enganei-me... E enganei-me redondamente.

Depois de ter perdido pontos nas últimas duas jornadas, o Porto decidiu precaver-se, talvez. É uma medida sensata, dado que está a uma semana de visitar o (nosso) Inferno da Luz. Ora, contrariando todas as expectativas, o árbitro do Académica-Benfica será Olegário Benquerença. Ninguém se esquece das ajudas que este árbitro já deu ao Porto, dos golos que este árbitro não viu ou da forma como amarelou o Féher no dia da sua morte... Olegário está ligado à história do Benfica e pelas piores razões. É normal, por isso, que receie o jogo de amanhã. Não duvido da capacidade do Benfica, apesar de não termos vindo a jogar bem, nem ponho em causa que a Académica está, de facto, a crescer... mas nomear o Olegário cheira a provocação.

Amanhã à noite, espero que o Benfica saiba (e consiga) mostrar o seu valor e conquistar os três pontos. É preciso que estejamos preparados para tudo porque o jogo vai ser complicado. São pontos fundamentais antes de recebermos o Porto...CARREGA, BENFICA!

Monday, November 12, 2007

A caminho do titulo...

Foi um fim-de-semana proveitoso para os lados da Luz, tirando o facto do nosso avançado ter sido alvo de uma entrada violenta, ou melhor, de uma entrada agressiva, porque entradas violentas só o Bynia. Tirando esse pormenor, pode-se dizer que foi um fim-de-semana em cheio. Porém, como estive ausente estas duas semanas, não tive oportunidade de ver os jogos, apenas os golos na Mata Real e o resumo do encontro de ontem contra o Boavista, na Luz.

Apesar de tudo, já ouvi dizer que o livre que originou o segundo golo do Benfica, em Paços de Ferreira, surgiu de uma falta inexistente sobre o Leo, o mesmo jogador que uma semana depois (ontem) viu merecidamente um cartão amarelo por falta similar.

Este fim-de-semana ouvi dois comentários ainda mais hilariantes. Os dois penalties de que o Benfica beneficiou não foram falta, mas, sim, “cavados” pelos jogadores da Luz. Segundo a análise do autor dos comentários, no primeiro penalty, vê-se nitidamente que não é o Nuno Gomes que adianta a bola, mas antes um jogador do Boavista que a corta. Por isso, nunca, jamais na vida é uma rasteira por trás. No segundo caso, também é o jogador do Benfica que deixa a perna, e não o guarda-redes que faz falta. Aqui aplica-se a regra “É o Quim?” – uma nova regra criada no futebol nacional. Caso o guarda-redes fosse o Quim, o avançado já não teria deixado a perna, mas, sim, teria sido o guarda-redes a derrubá-lo e, como consequência, teria visto o cartão vermelho. E assim vai o Benfica levado ao colo, isto dá vontade de rir.

CARREGA, BENFICA!

Wednesday, October 10, 2007

Um senhor

No Futebol, temos todo o tipo de jogadores. Há os que deviam ter seguido outra profissão, há os jogadores medianos, há os bons jogadores e depois entramos num patamar diferente...
Aí, nesse patamar, estão os grandes jogadores, os prodígios - mais acima - e, no topo, atingivel apenas para um punhado deles, estão os senhores - os cavalheiros do futebol.
Para ilustrar esta minha muito pessoal distribuição, dou alguns exemplos: Figo ou Roberto Carlos, Xavi ou Giggs, Beckembauer ou Platini, entre outros, são ou foram grandes jogadores - decidem jogos com lances arrancados do nada, jogam e fazem jogar, e carregam equipas às costas, muitas vezes sem que os próprios adeptos percebam; são aqueles jogadores que , mesmo não estando a jogar nada, não devem nunca ser substituidos porque de um momento para o outro...
Depois temos os prodígios. Estes já são muito menos: Pelé, Maradona, Messi, Ronaldinho, Johan Cruijff, Garrincha, Zidane. Mais uns dois ou três. E será necessário descrevê-los!? Alguém acredita que não nasceram logo com uma bola!? Dos pés deles não sai futebol, sai magia pura...A bola é uma extensão dos seus corpos e fazem-nos sonhar a cada toque ou "dribble". Lembram-nos a cada instante como é lindo o Futebol!
Finalmente, temos os senhores, e estes são tão poucos... São jogadores geniais que mantêm um espirito e uma atitude humildes, que procuram ser grandes homens tanto ou mais como são grandes jogadores e que respeitam a nobre arte do Futebol em toda a sua extensão. Nas mãos destes, o Jogo jamais será desvirtuado e a paixão será sempre o seu motor. Cito alguns porque não há muitos: Eusébio, Mário Coluna, Lev Yashine, Di Stefano, Paolo Maldini, mas hoje venho aqui para mencionar um em particular....O senhor Rui Costa.
Tenho quase 28 anos e por isso lembro-me bem de o ver sair da Luz no fim da época 93-94, ainda menino (eu e ele, eu mais do que ele). Lembro-me bem de o ver chorar quando marcou um golo ao nosso e ao seu Benfica, no Estádio da Luz, ao serviço da Fiorentina e poucas vezes, se alguma, me arrepiei tanto com um momento no Futebol, como naquela situação. Também eu tive vontade de chorar por ver alguém tão grande vestir e sentir o emblema da águia. Vi-o regressar no ano passado e vejo-o hoje em todo o seu esplendor como jogador e como homem. Qualquer adepto de qualquer clube nacional percebe e admite que é um jogador à parte, pela genialidade, pela humildade, pela seriedade e pela elegância.
Tal como nos tempos idos da década de 60, quando Eusébio tratava José Águas e Mário Coluna, "O Monstro Sagrado", por senhores, também agora o "maestro" fez há muito por merecer que o tratem por senhor Rui Costa.

Monday, October 8, 2007

À margem do derby...

Parece que ultimamente não consigo escrever em tempo útil. A falta de disponibilidade por este ou aquele assunto leva a que os "posts" saiam atrasados. Contudo, desta feita, ainda bem que assim foi.
Vou falar do derby Benfica-Sporting, ou mais exactamente de acontecimentos à margem deste. Sim, porque com o mediatismo que os tais acontecimentos tiveram, estou em crer que estes serão o que realmente interessa, em detrimento daquele (o derby).
Quanto ao jogo propriamente dito, duas palavrinhas apenas para dizer que o empate se aceita, honestamente falando, embora a haver um vencedor, me parece que o nosso Glorioso tenha feito mais por isso (Nuno, aquela bola não se pode perder!).
E agora...o prato forte! Primeiro, a grande penalidade inventada pelo fiscal de linha (agora diz-se árbitro assistente...não deixa de ser irónico...)na Reboleira. É falsa? Claro que é. Deturpou o resultado do jogo? Deturpou. Fez o benfica apurar-se injustamente? Fez.
E agora o que ninguém perguntou... Falou-se tanto assim quando o Jardel se atirou para a "piscina" em pleno Estádio da Luz, levando a um 2-2 tão falso quanto vergonhoso? Não. Falou-se tanto assim quando o Silva "mergulhou" em grande estilo e deu o mote para uma vitória por 1-3 do Sporting na Luz? Não. Falou-se tanto assim quando o U. Leiria foi espoliado de um golo no Alvalade XXI que até no Uruguai se via? Não. Falou-se tanto assim quando o Benfica viu o Ricardo Rocha ser expulso no Estádio das Antas, depois de 3 jogadores do porto terem declarada e selvaticamente agredido jogadores encarnados e ficado impunes aos olhos desse "ingénuo" chamado Lucílio Batista? Não. Com uma agravante em todas estas situações (e eu poderia continuar a enumerá-las), à excepção do exemplo do Leiria: é que, em todas elas, os jogadores - protagonistas principais desse espectáculo que é o futebol - deliberadamente alteraram a verdade desportiva com os seus actos. Na Reboleira, o Benfica não fez nada. Nenhum jogador agrediu, nenhum jogador simulou agressão, nenhum jogador se atirou para o chão para arrancar uma grande penalidade...
Mas deixo para o fim deste primeiro assunto, a mais importante das perguntas e sinceramente aguardo por quem me consiga dar uma resposta intelectualmente honesta: o que é que o Paulo Bento (por quem tenho grande consideração) ou o Sporting tem que comentar as arbitragens dos jogos do Benfica? Acaso é da sua competência meter a foice em seara alheia?
O segundo ponto - que vai direitinho para o Paulo Bento e para o "esclarecido" Rui Santos, do programa "tempo extra", porque a confusão parecia ser a mesma nas duas cabeças - tem a ver com a aparente incongruência" do árbitro Pedro Henriques que acudiu ao sinal do fiscal de linha - perdão, árbitro assistente! - mas depois não validou o seu parecer. Ora, primeiro pode bem ter acontecido que quando parou o jogo, o árbitro tenha pensado que o fiscal de linha - perdão, árbitro assistente! - tenha visto algo que ele não viu, qualquer incidência do jogo (penalty, agressão, palavras, objectos arremessados....), e, por isso, interrompeu; quando percebeu que teria a ver com um suposto penalty, disse que isso não havia (como aliás as imagens esclarecem que não há...ou então o "malandro" do Katsouranis tem um braço a mais e havia de se tirar...); depois, atendendo à história recente da Reboleira, onde tantos críticos se insurgiram contra a decisão do árbitro de alinhar pela bitola do fiscal de linha (perdão, árbitro assistente!), fez bem o árbitro e fez a vontade aos tais críticos, ao se manter pela sua opinião. E agora pergunto eu: os críticos julgaram os árbitros, e quem julgou os críticos?
Último ponto, e só para dar o mote, alguém ouviu algum alarido por causa da falta contra o sporting que dá origem ao 1º golo contra o guimarães? pois, também me pareceu que não.

Friday, September 28, 2007

Escândalo do Ano

É engraçado este nosso futebol português. Estão realizados apenas 5 jogos para a Bwin Liga e mais três eliminatórias da Taça da Liga, mundialmente conhecida como Taça Carlsberg, e já temos o escândalo do ano. Qual será? O livre indirecto por corte de Polga que originou um golo? Terá sido a entrada do Quaresma para cartão vermelho ou a agressão do Pedro Emanuel - isto tudo num só jogo. Talvez nenhum destes. Porventura um golo marcado, depois de um cruzamento efectuado na pista de tartan do Estádio Municipal de Leiria, a agressão ao Nuno Assis, que originaria um penalty e consequente expulsão ou então uma entrada “a varrer” do Gladstone a um jogador do Setúbal?
Como todos sabemos, nenhum destes casos é polémico porque não passam de situações banais, repetidas, há vários anos, no futebol português.

A polémica começa quando, um árbitro que certa noite viu um penalty “fantasma” (que não levantou polémica), passado uns anos, outra noite, viu um outro penalty “fantasma”, a favor da equipa que tinha prejudicado com 2 pontos num jogo do campeonato. Isto, sim, é um lance polémico, ainda mais se virmos que o jogador do Estrela da Amadora, que foi atingido com a bola na cara e não na mão, não ficou estendido no chão com a violência do remate. São estes mistérios da natureza que geram polémicas…

No rescaldo deste lance surgem muitas declarações que dizem que o “meu Benfica” está a ser beneficiado e levado ao colo e eu pergunto: Levado ao colo para onde? Para a final de uma taça que só serve para encher chouriços, deve ser. Na minha opinião, fomos uma vez mais prejudicados e até o (tele)espectador menos atento teria notado. Em primeiro lugar, entrámos com uma equipa totalmente diferente para poupar os habituais titulares. Apenas 5 jogadores que jogaram em Braga estavam no onze inicial e porque a competição a isso obriga. Depois, a perder, o treinador tirou os jogadores que tem sido mais utilizados, como Di Maria, Maxi Pereira e Nuno Assis. Se tudo isto não é suficientemente claro para mostrar que o Benfica queria sair mais cedo desta prova, o que é preciso então? Com isto tudo, só posso dizer que o penalty assinalado a favor do Benfica, ao contrário do que corre nas notícias deste pais, não beneficia, mas, pelo contrário, prejudica o clube e todo o planeamento da restante época.

Faço agora uma análise rápida do que interessa, deixando para trás estes jogos-treino. Pode-se constatar que, na Bwin Liga, foram retirados dois pontos ao Benfica, no Bessa, por agressão a Nuno Assis dentro da área, o que originaria um penalty e consequente expulsão. Ainda temos dois pontos oferecidos ao líder do campeonato por um suposto atraso de Polga e, por fim, temos um ponto oferecido ao clube de Alvalade graças a um penalty não assinalado a favor do V. de Setúbal. Se fizermos as contas, o líder do campeonato não estaria com 15 pontos, mas com 13 e o Benfica com 11 pontos, e não com os 9 pontos que tem na realidade, enquanto o seu adversário deste fim-de-semana se manteria com os 10 pontos de que dispõe. E assim vai o futebol português, perfeitamente normal...

Friday, September 14, 2007

Atrás do tempo perdido...

Hoje é mais do que um assunto a trazer-me aqui...
As férias mantiveram-me afastado e muito aconteceu que não posso deixar em claro. Assim, ainda que breves, algumas referências têm de ser feitas.
Antes de mais, uma (sentida) homenagem a António Puerta e a todos os "Puerta" do Mundo. Ninguém merece ser roubado da vida tão cedo, com tanto ainda para dar, e, acima de tudo, para viver. Ficamos todos mais pobres com estes acontecimentos. Condolências à familia e um abraço de solidariedade aos adeptos do Sevilha (e Feher tão vivo na memória...). Naturalmente, também o meu sentimento para a nação arménia pela morte do seu seleccionador.
Comento agora o inicio do campeonato para mencionar que só vi o jogo de Copenhaga e o jogo com o Nacional (antes disso, estava fora do país) e gostei do que vi. Desejo toda a sorte do Mundo a Fernando Santos, cujo profissionalismo e benfiquismo não colocarei jamais em causa, mas o meu pensamento é para com o Benfica e a realidade actual é Camacho. Esperemos que corresponda ao que todos esperamos dele. Carrega Benfica!
Passemos agora para o futsal. Pouco para dizer porque no pavilhão ficou tudo dito. Mais uma (merecida e fantástica) vitória na supertaça para o Glorioso que é, de facto, a melhor equipa nacional. Obrigado por mais um título!
Para o fim, o melhor. A medalha de ouro de Nélson Évora no triplo salto nos Campeonatos do Mundo de Atletismo de Osaka. Portugal e o Benfica têm um Campeão do Mundo numa modalidade que, ainda agora, julgamos improvável, para não dizer impossivel. A minha vénia e o meu profundo agradecimento ao atleta pelo feito alcançado. A isto se chama ganhar asas e voar. Brilhante!