Estamos a menos de 24 horas de saber quem se sagrará Campeão Nacional de Futebol 2006-2007.
Queremos todos que seja o Benfica, e queremo-lo com tanta força e tanto desejo quanta a noção que temos da dificuldade desse feito.
No entanto, apesar de muito dificil, improvável mesmo, ele é possível.
Não vou maldizer a sorte dos jogos que não ganhámos, nem vou crucificar este ou aquele elemento do grupo de trabalho, nem sequer vou falar de como passámos, em três meses, de oito pontos de atraso para o primeiro para uma situação em que dependiamos só de nós e em como passámos dessa situação para o terceiro lugar.
Não é nada disso que me traz aqui agora. Escrevo tão somente porque a possibilidade existe e a esperança também. Quero ver mais uma faixa de campeão no peito de todos os benfiquistas e quero ver o país, mais uma vez, coberto de vermelho. É complicado? É! Mas a matemática não mente, e a mesma matemática que nos confere uma probabilidade de sucesso muito pequema é aquela que nos coloca ainda na luta na última jornada.
Os mais velhos conhecerão e até se recordarão deste episódio que vou contar. Os mais novos podem lê-lo agora.
Em 1986, aquando da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo do México, Portugal tinha de ir ganhar à poderosa Alemanha (República Federal da Alemanha), vice-Campeã do Mundo em titulo, para se conseguir qualificar para a dita fase final. No aeroporto, antes da partida, José Torres, "o bom gigante" e velha glória do Benfica, aquele que era então o nosso seleccionador, a propósito da necessidade dessa incrivel façanha, disse aos jornalistas "Deixem-me sonhar". E o sonho viria a tornar-se realidade quando Carlos Manuel fez magia e "arrancou" um golo de bandeira "do meio da rua" naquela tarde/noite mítica em Estugarda.
Pois bem. Em relação ao facto de nos sagrarmos campeões, deixem-me sonhar e SONHEM COMIGO!
